RECIFE antigo, onde descobri um novo jeito de turismo pelo qual me apaixonei.

Como já mencionei no post sobre esse roteiro, a viagem era para Noronha, mas o pacote para Noronha era de uma semana somente e estava com duas semanas de férias. Então ajustei o roteiro para conhecer o que já tinha curiosidade em ver de pertinho e a satisfação foi atendida e superada. Aliás, o Recife Antigo me despertou para uma nova forma de “turistar”, algo que até pensava que chegaria com a idade, “turistar” em busca de cultura. Já “turistava” muito deste modo na Europa, um lugar que transborda história em toda parte. O que me despertou aqui foi que temos uma história – mais recente sim – mas nem por isso menos valorosa que as demais. Somos um país jovem, longe de atingir alguns objetivos, mas que, com cada um de nós fazendo a sua parte fica mais fácil não é mesmo? Enfim, logo nos meus primeiros passos pelo Recife Antigo a emoção tomou conta e eu disse: Gosto disso, quero ver e saber mais da nossa história e nossa cultura!

A cidade de Recife teve início pelo seu porto, mas antes mesmo, pelo século XVI os arrecifes naturais de arenito já faziam a função de porto, escoando ali nossas riquezas (pau-brasil e produtos da agro-açucareira) a necessidade de um porto veio com o aumento de mercadorias produzidas na então capital, Olinda.

No século XVII o porto de Recife era o mais importante da América do Sul e com isso começou a sofrer tentativas de invasões por parte de ingleses, franceses e Holandeses. Em 1630 os Holandeses conseguiram desembarcar e tomar todo o litoral pernambucano. Fizeram o lugar prosperar, construindo palácios, canais e pontes, tão logo Recife se tornava algo inédito nesse continente.

Agora vamos da minha estada por lá e vou falando um pouco do que conheci:

Uma pausa para uma dica de HOSPEDAGEM:

Chegamos em Recife em um fim de tarde, nos acomodamos no Park Hotel, de frente para a temida praia dos tubarões, mas não vi nenhum, Praia de Boa Viagem, é linda até de noite.

Nas fotos acima, meu novo jeito de me hospedar, café no quarto e chego com o álcool 70 indo na minha frente.

O hotel custou R$ 195,00 a diária e tinha a possibilidade de tomar café no quarto com um valor adicional.

Contato: http://www.park.com.br

Na noite que chegamos fui conhecer a praia de Boa Viagem e a música de Alceu Valença ia me embalando na contemplação, que mar lindo, mas dizem que ali os ataques de tubarões são frequentes, por uma causa de aterramento dos arrecifes e por essa espécie de tubarão-touro ter as condições propícias ao seu convívio por lá, esse tubarão é tido como um dos mais perigosos do mundo.

Nas fotos acima, passeio na noite pela redondeza do hotel, Praia de Boa Viagem e Igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem.

A Igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem é linda e logo se vê que ela atravessou séculos.

O documento mais antigo dessa igreja tem como data o ano de 1707, assim como está nela escrito. Imagina que com essa idade ela deve ter testemunhado muita coisa e isso faz dela uma obra a ser contemplada com muita admiração.

Do lado do Hotel ainda na praça de Boa Viagem, acontece uma feirinha de artesanato, se tiveres um tempinho penso que é válido a visita.

No dia seguinte acordamos cedinho para aproveitar o máximo da manhã que tínhamos para conhecer o bairro de Recife Antigo, uma pena não ter conseguido um guia para nos acompanhar, se tiveres essa oportunidade, aceite porque é investimento.

Começamos pelo Marco Zero:

O marco zero como já diz é onde Pernambuco começou e nos anos 2000 em forma de comemoração dos 500 anos do Brasil a praça e todos os prédios ao redor foram revitalizados, o que rende uma agradável caminhada pelas suas avenidas.

Do marco zero se pode ver o Parque de Esculturas de Francisco Brennand. Inclusive dali se pode pegar um barquinho e visitar as obras que ficam a céu aberto.

Eu preferi perambular pelas ruas cheias de história, observar os casarios decifrando se eram de origem holandesa ou portuguesa.

Na foto da direita estou em frente a casarões de origem holandesas, com muitos detalhes e requinte, lindo.

O contraste da arquitetura portuguesa com a holandesa.

O contraste é devido a invasão dos holandeses em 1630 que ficaram até os anos 1654, quando foram mandados embora pelos antigos “donos”, os portugueses.

Foi uma caminhada muito agradável, conhecendo a história do nosso Brasil.

Um local para se procurar por lá é a Igreja Madre de Deus, que é muito bonita.

Depois andamos em direção a primeira ponte da América Latina. Aliás, são duas pontes históricas que trazem muito encanto a paisagem.

A Ponte Maurício de Nassau foi construída em 1643 e foi a primeira ponte de grande porte da América Latina.

E assim foi meu dia na metrópole mais rica do Norte-Nordeste. Recomendo fortemente uma passada por lá.

Kussia, próximo post será de Noronha para onde fomos a partir de Recife.

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