Esquel a cidade onde caminhamos sobre e por dentro de túneis de gelo.

Saímos de El Bolson e no caminho para Esquel passamos pelo Labirinto Patagônia, as dicas desse passeio estão no post de El Bolson.

Chegamos em Esquel na véspera de Natal e nosso primeiro passeio foi a Laguna La Zeta, para preencher o dia de estrada:

RESERVA NACIONAL LAGUNA LA ZETA

É uma laguna que fica à 5km do centro Esquel, de uso diário dos habitantes da cidade Patagônica.

Por lá tem um muelle (trapiche bonitinho), uma praia e trilhas curtas.

É de fácil acesso, ou seja o estacionamento fica ao lado da laguna, perfeito para a tour com crianças.

Da laguna saem várias trilhas, curtas e a mais longa é de 7km.
Há no local uma venda de lanches e bebidas, mas o “canal” é levar seu mate para curtir o visual.

Informações:

  • Atração gratuita.
  • O Zeta é por conta do caminho em ziguizague que te leva para o alto de uma montanha onde fica a laguna.

Segundo dia em Esquel:

PARQUE NACIONAL LOS ALERCES

O parque leva o nome de uma espécie de árvore que só existe nessa região e que pode viver cerca de 3 mil anos, são árvores com crescimento muito lento, mas há umas vovózinhas por lá e uma das atrações do parque é uma navegação que te leva para perto das árvores milenares.

Nós fomos ao parque no intuito de ver geleiras, para isso entramos no camping que dá acesso a trilha.

Tuneles de hielo (túneis de gelo) é uma trilha de 22 km, sendo que 80% disso é de subida, porém essa subida é em grande parte por estrada, sendo assim, em janeiro há excursões que partem do centro para cá e você chega de 4×4 até a parte de subida final (só se caminha 2 horas entre ida e volta).
Esse passeio de 4×4 só existe em janeiro que é quando abre uma janela de tempo em que a geleira derrete e forma o túnel.

Esse ano essa janela vai ser diferente, pois não nevou muito e as geleiras estão menores, sendo assim, já conseguimos ver uma boa parte do túnel. Ainda bem, porque a subida foi terrível e merecíamos mesmo uma boa vista.

Nós fizemos uma voltinha à mais e está nos stories do Instagram, subimos atrás da geleira das cascatas e fizemos uma volta por cima da montanha, essa parte foi a única que apresentava alguns riscos, dada as escaladas em meio as pedras soltas.

Para quem faz a trilha até a cachoeira, não há risco, é puxada pela quilometragem e pela altitude (sobe-se 1000 metros de altitude) mas fora isso não é um trekking perigoso.
A altitude final da cachoeira é de 1700 metros de altitude.

Informações:
Entrada do parque: 1820 pesos
Estacionamento para deixar o carro e fazer a trilha: 700 pesos.
Como já dito, os túneis de gelo se formam pelos dias de janeiro, esse ano como nevou pouco, a geleira não era tão grande e um dos túneis já tinha se formado, então quando for programar esse passeio veja com os locais se está valendo esse trekking, se não, faça outro no parque, opção não falta.

Terceiro dia em Esquel:

BATE VOLTA À TREVELIN

A cidade de Trevelin fica à 21 km de distância de Esquel e vale uma passadinha por lá.

A cidade que guarda ares da colonização galesa em sua arquitetura e costumes tem como atração imperdível um museu e a Lagoa Los Rosales.

Museo Molino Andes e cia, que com ricas recordações faz uma volta ao passado, desde a chegada dos galeses em 1885.
Custo: 400 pesos

Para uma cidade pequena, esse museu superou e muito minhas expectativas, tem muita relíquia interessante.

Neste dia em Trevelin aproveitamos para almoçar em um restaurante, algo raro nas viagens, pois durante o dia é só lanche para não perder tempo. Mas nesse dia descansamos e foram várias stellas negras, minhas predilétas.

Lagoa Los Rosales fica à 25km do centro de Trevelin, não é uma lagoa como as tradicionais da Patagônia -praias de pedrinhas na orla e água cristalina-, mas se tiveres dias à mais, talvez valha a passada.
Há dois campings e normalmente se paga algo como 200 pesos para entrar.

Ficamos por lá para matear e olhar o horizonte que esse sim é a cara da Patagônia.

LA TROCHITA:

Uma das atrações principais de Esquel é um passeio de trem que é considerado Monumento Histórico Nacional.
A Trochita mantém a originalidade desde 1945 e isso se estende para estação de onde sai o passeio. A sua rota de Esquel à El Maltén percorre 19km de paisagens patagônicas, deve ser incrível.

Acabamos não tendo essa oportunidade, uma porque era feriado de Natal e porque por conta da pandemia a cidade não estava recebendo muitos turistas, de modo que o passeio era cancelado por baixa procura.

Ao lado da estação de Esquel está a primeira estação e essa hoje serve de museu. Com entrada gratuita e funciona todos os dias das 9h às 9h:30 e das 13h às 13h:30.

Informações:

  • custo de 6mil pesos
  • Duração de 3 horas
  • Normalmente tem saída de segunda à sábado às 10h, mas isso considerando o movimento, então é sempre bom fazer contato para confirmar.

Veja mais no site:
http://www.latrochita.org.ar
E e-mail:
latrochitaesquel@hotmail.com

No quarto dia em Esquel, levantamos acampamento e a estrada nesse dia era uma das atrações desse roteiro.

Esquel à Bariloche

O Parque Los Alerces é tão grande que corta por ele uma rodovia, a qual usamos para ir de Esquel à direção norte em sentido à Bariloche.

São 60 km percorrendo dentro do parque e 80% desse trajeto foi em rípio, o que demanda um tempo bem maior, mas as vistas compensaram.

Abaixo as paradas feitas:
⁃ Vila Futalaufquen, tem uma igrejinha linda, fica à 1km da estrada geral do Parque.
⁃ Lago Futalaufquen
⁃ Passarela Peotonal com a ligação do Rio Arrayanes e do Lago Verde. Se precisa entrar em um estacionamento que custa 300 pesos a hora e fazer uma trilha de 300 metros até o mirrador onde se tem uma vista da e do lago. A segunda trilha vai até a ponte e ao lado da ponte pode-se ver uma árvore Alerce de 300 anos. Há no local uma estrutura com banheiros e uma venda.
⁃ Lago Verde
⁃ Lago Rivadavia
⁃ Villa Lago Rivadavia (tem um mirrador antes de chegar na vila, com uma vista bem bonita do vale.

A nossa rota começou em Esquel, passou pelo Parque Nacional Los Alerces, Cholila, El Hoio, El Bolson e com destino final em Bariloche. Foram 310 Km, feitos em 9 horas. Era rípio e muita parada para contemplação!

Próximo post é de Bariloche, de onde já pode se notar pelas duas fotos acima, que serão paisagens paradisíacas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: