COYHAIQUE a cidade base para fazer a Carretera Austral.

Como já havia dito no post anterior (https://fridaviaja.com/2020/01/16/carretera-austral-roteiro-e-dicas-demais-dicas) o que faltava para a Frida conhecer da Patagônia era a parte central.

Então, usamos a Carretera Austral como base e fizemos alguns ajustes pois a carretera começa em Puerto Montt e por lá a Frida esteve em 2018 (aliás tenho posts com dicas da região que é belíssima: Bariloche, Puerto Varas, Villa Angostura)… Mas enfim, precisávamos de uma cidade base para pousar, alugar carro e fazer a volta na carretera, otimizando o tempo de duas semanas de férias as quais dispunhamos para ver o máximo de belezas patagônicas. Assim optamos pela cidade de Coyhaique, que além de ser a maior da região, é servida pelo aeroporto de Balmaceda e também fica em uma posição central as mais belas cidades, parques e atrações.

A nossa rota pode-se dizer que foi uma volta, passando três vezes por Coyhaique: na primeira parte da viagem partimos em direção ao sul, passando por Puerto Ibanez depois pegando balsa até Chile Chico de onde saímos um pouco da carretera para aproveitar uma estrada muito famosa por suas paisagens, a ruta 265. Na volta passamos por lá e pernoitamos quando estávamos a caminho do Norte e por fim, voltamos uma última vez para pegar nosso avião de Game Over Férias.

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foto da internet

Posso dizer convicta de que Coyhaique foi uma ótima escolha. É uma cidade grande com 50 mil habitantes e de tal importância que é a capital da região de Aysen. Coyhaique é uma cidade como todas as outras Patagônicas, cheia de chalés de madeira e  protegida pelas montanhas que a cercam, o que a torna o visual bonito. Mas tem um ladinho ruim nisso, a capital dessa comuna chilena é considerada a que tem o ar mais poluído da América. Como eu estava por lá no verão não notei diferença alguma, pois o problema é no inverno, se deve a queima de lenha para o sistema de calefação das casas. Agora o que não pude deixar de notar foi a ausência daquele tão notável vento patagônico, o que também é culpa (ou melhor, graças) a geografia do lugar.

Bom, agora vamos de experiência e dicas:

Chegamos no aeroporto de Balmaceda no dia 19 de dezembro e a missão do dia se finalizaria quando chegássemos no hotel Donde Lupe, mas para isso precisávamos arrumar um transfer. De primeira vista tínhamos três opções com preços iguais, os balcões ficam no saguão do aeroporto.

Custou 5 mil pesos até hotel (indiferente do endereço de Coyhaique) e levamos 1h e 10 minutos. Segue abaixo o contato:

WhatsApp: +56 99312 3939 E-mail: tranytur@gmail.com

Em passeio pela praça descobrimos que há um ônibus que faz o trajeto para o aeroporto de Balmaceda e custa 2.500, mas aí é preciso embarcar e desembarcar na praça central onde fica o escritório. Deste não tenho contatos pois é tipo rodoviária antiga, tem que comprar lá e verificar lá os horários de partidas. 

Chegamos no Hostal Donde Lupe e a primeira impressão não foi tão boa, porque achamos o quarto pequeno, mas é porque as últimas trips não tinham sido nesse estilo e logo lembramos que Patagônia é assim mesmo;

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Então, por fim te recomendo o Donde Lupe. O quarto era apertado, mas no banheiro (tratava-se de uma suíte) dava para fazer um baile, hehe; não para tanto, mas era possível até lavar umas roupinhas e pendurá-las na vara da cortina. A hospedagem também conta com uma cozinha bem equipada e de uma sala de estar aconchegante de usos comum.

A reserva foi feita pelo Booking, custo de 38 USD diária (suíte).

Depois de descansar e esticar as pernas pegamos um Uber e fomos ao Mercado Unimarc na rua Arturo Prat onde compramos mantimentos para todos os dias em que ficaríamos fora de Coyhaique; Este planejamento foi essencial para manter o custo da viagem, até porque restaurantes na Patagônia são uma caixinha de surpresa, por vezes se acha algo barato e bom mas, na maioria são caros e ruins. Então alguma vez ou outra comemos fora mas na grande maioria das vezes preparávamos nosso café da manhã (algumas hospedarias não tinham), lanches para as trilhas e passeios e as jantas (sempre com muito vinho chileno).

Sobre preços das coisas no mercado, tudo é mais caro que no Brasil, salvo os vinhos que são mega baratos e bons (jogada de ouro do Governo para consumir bebida alcoolica chilena). Mesmo assim é importante fazer um estoque em Coyhaique pois nos mercadinhos minúsculos que tem nas outras cidades, aí sim os valores são bem mais altos e também tem pouquíssima variedade; usávamos deste somente para comprar alimentos frescos.

*** Atenção mulherada, compras de cosméticos nas farmácias chilenas valem muito à pena, o imposto é bem inferior ao do Brasil para esses produtos. 

Outra dica: na Patagônia tem um lanche muito famoso chamado: Pancho, que é uma espécie de cachorro quente com um tipo de vinagrete e um molho de abacate por cima e que vendem em umas casinhas estilo food truck. Muito bom.

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Fridolino adora um lanche, rsrs

Custa 2,900 pesos com direito a escolha de um refrigerante.

Outra dica para quem vai fazer a carretera e não quer ficar só com os mapas off line que é muito útil, mas também quer pesquisar um pouco além, é comprar um chip de internet.

Compramos na rua da praça (galeria quase ao lado da cervejaria Dolbek)

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calçadão das compras em Coyhaique
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Lojinha de lãs, morri de vontade de levar uma sacola cheia, mas lembrei que não sei tricotar.

Na praça há muitas bancas de artesanatos; aproveite para garantir ali seu suvenir, pois no restante das cidades em que passamos, não achamos lojinhas que vendiam souvenirs.

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fotinho aleatória para mostrar o que vimos de manifestações na Patagônia Chilena sobre a atual situação do Chile, somente cartazes.

Escolhemos um chip de celular da Entel (dizem que tem o melhor sinal na região). Custou 4000 pesos e veio com 150 megas de internet, o que nos foi suficiente para os 15 dias de viagem, mas também só usei para mapas, estava de férias de email, whats e redes sociais… minto, checava elas á noite no hotel.

Uma dica geral:  nos restaurantes o vinho é mais barato que a cerveja. O que acontece é que o imposto do vinho é bem inferior ao da cerveja, por conta do Chile ser um dos grandes produtores de vinhos no mercado mundial. Mas claro que não vá cometer a gafe de sentar em uma cervejaria artesanal e pedir um vinho. 

Abaixo umas dicas de boêmia em Coyhaique, porque lá a gente aproveitou mais, já que tinha né, hehe

Cerveza Dolbek – La Taberna Dolbek

É uma micro cervejaria artesanal que possui dois pontos boêmios em Coyhaique, um que fica num bosque, ao lado da fábrica e outro que fica no centro bem no calçadão, ao lado da praça.

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copo compatível com o tamanho da sede.

Adivinha se não fomos conferir os dois pontos, hehe.

A La Taberna fica na Avenida Baquedano 1895. Recomento fortemente a ir neste local pois é muito legal, com uma decoração única de objetos antigos e mobiliário de madeira. Ah, e cerveja e comidas de muita qualidade.

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Comida mexicana no Chile, adoro.

O bar da Dolbek fica no calçadão do centro ao lado da praça.

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esse negro estava ótimo e no calorão de 25 graus desceu deliciosamente.
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sempre tem cusco solto pela Patagônia, falo do que está deitadinho, hehe

Cerveza Tropera – La Esquina Tropera – Casa Tropera

É outra micro cervejaria artesanal, também com dois pontos boêmios, um no centro e outro que fica em um bosque. Adivinha:

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fomos na que fica no bosque
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pode parecer pequena e é.

A Casa Tropera, ao lado da fábrica fica no Camino aeródromo Teniente Vidal Km 1,5

La Esquina Tropera fica na General Parra 302

Uma dica a mais, quando você for conhecer a Casa Tropera aproveita para avistar uma obra de arte da natureza que se vê da ponte, é uma imagem nítida de uma cabeça de índio esculpida em uma pedra gigante, esse é o cartão postal da cidade de Coyhaique chamado de Piedra del Indio.

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PIEDRA DEL INDIO

Casino Bomberos

É um restaurante frequentado por locais, onde a comida é ótima e não tão caro, daqueles achados em viagens. Aliás, uma ótima dica para quando você estiver viajando é sempre procurar os restaurantes frequentados pelos moradores locais, pois estes costumam ser os melhores e com os preços mais baixos. 

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ambiente simples
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o que está coberto pelo molho é um salmão, delicioso.

O restaurante é mantido pelos parentes dos bombeiros. Falando neles, estes tem uma extrema importância na Patagônia uma vez que 99% das casas são de madeira e além disso o sistema de calefação funciona a lenha.

O restaurante funciona das 12h até às 16h e minha sugestão é um prato de salmão pois são bem fresquinhos, pescados nas proximidades.

RESERVA NACIONAL DE COYHAIQUE

Essa é a grande atração da cidade e seria a última trilha que faríamos, no nosso último dia em Coyhaique; porém estávamos tão exaustos que fomos ao centro almoçar e aí já viu né, nos estendemos e perdemos a hora. Por essa razão que não costumo parar para almoçar em viagens, prefiro caprichar no café da manhã e levar lanches para comer no caminho e depois jantar. Enfim, depois do almoço caminhamos um pouco pela praça a fim de criar ânimo, tomamos um Uber, uma vez que já tínhamos entregue o carro alugado. Chegando no portão da reserva, ela já estava fechada; até pensei em descer e suplicar para entrarmos, mas foi aí então que pensei – Já vimos tanto de natureza e quem sabe poderíamos tirar o dia pára um city tuor ou cerveja tuor, rsrs… ótima escolha.

Bom, mas se tu tiveres tempo e disposição, segue o link para uma busca sobre a Reserva Nacional de Coyhaique:

http://www.conaf.cl/parques/reserva-nacional-coyhaique/

O que posso dizer é que no verão a entrada na reserva é até às 16h e lá há um lago, onde se pode fazer um piquenique, um trekking leve e no inverno o lugar é atração para esquiar.

 

Agora uma brecha para contar da nossa entrada de 2020.

Minhas experiências de virada de ano no Chile:

Na Patagônia em 2015 viramos o ano em um barzinho de madeira na chilena Puerto Natales comendo melancia com vodka, que é para dar sorte!

Na capital Chilena Santiago em 2018 assistimos a mega queima de fogos da Torre Entel que durou 20 minutos, um espetáculo!

Em Coyhaique, já fomos avisados que as festas são como as de Natal, familiares, mas na tentativa de ver fogos saímos para a rua e o que assistimos pelas calçadas foram famílias festejando, mas claro que tínhamos uma boa espumante chilena e aí tudo certo!

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assistindo as famílias a festejar
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Que 2020 seja um ano de muitas viagens para a família Fridolina!

 

Bom, de Coyhaique seria isso, nos vemos no próximo post, sobre Cerro Castillo e Puerto Ibanez, seguindo a Carretera Austral.

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na saída de Coyhaique

Abraço.

 

 

 

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